MUNDO CORPORATIVO

O blog Mundo Corporativo tem objetivo de apresentar assuntos do dia à dia das empresas de forma leve, bem humorada e perspicaz. É um blog aberto a opiniões inteligentes e construtivas sem perder o conteúdo crítico e preferencialmente pautados em experiência do cotidiano profissional. Abordagens sob gestão de pessoas, gestão de processos, gestão de projetos, qualidade total e 6 sigma são o foco principal do blog sem ,no entanto, restringir outros assuntos.

Sejam Bem Vindos
Thiago Guth

domingo, 10 de julho de 2011

É PRECISO TORNAR-SE DISPENSÁVEL!

Recentemente, em uma das reuniões com minha equipe para análise dos resultados mensais comentei que até o final do ano gostaria de me tornar dispensável para a empresa. Neste momento percebi um misto de surpresa, receio e uma enorme dúvida sobre esta declaração.
Reação mais que normal em uma cultura como a nossa em que o que se deseja é obter o máximo de estabilidade possível.
Ser dispensável é então estar na contramão deste consenso nacional, fruto de muitos anos de recessão que embora já façam parte do passado ainda permeiam o imaginário coletivo. Foi então que completei que gostaria de me tornar dispensável, mas de forma alguma desinteressante.
Ou seja, isto significa que a empresa não dependeria mais de mim para a condução rotineira da área e eu ainda assim poderia ser um profissional que agregaria valor a estratégia da organização, abrindo espaço para novos desafios inclusive dentro dela. Ultrapassar este limite é então essencial para quem deseja progredir na carreira, pois é o momento em que o desempenho da equipe descola um pouco do seu gestor e ela torna-se auto-suficiente.
É quando se consegue obter a tão desejada equipe de alta performance ou auto-gerenciável. Para chegar neste nível é necessário trabalhar uma competência que talvez seja uma das mais árduas para um gestor: a delegação. Primeiro, por que não é uma tarefa fácil e requer disciplina, já que delegar sem critério e organização é beirar o suicídio gerencial.
Segundo, porque quando um gestor ainda não está maduro profissionalmente ele tem uma percepção de estar perdendo sua importância, é uma espécie de sentimento de posse que muitas vezes é difícil de abandonar. Considero então que delegar seja talvez uma arte, pois não é simplesmente o ato de determinar tarefas, mas sim de compartilhar metas e objetivos.
Envolve com certeza certo grau de risco, já que os resultados não dependerão mais somente do gestor, mas principalmente do comprometimento e dedicação da equipe. De certa forma é uma exposição para quem está disposto a seguir nesse caminho, pois se a equipe não render ainda assim o resultado será vinculado ao líder.
Apesar de todas estas dificuldades teimo em acreditar que este é o melhor caminho para atingir uma gestão de alto nível, já que as pessoas se motivam verdadeiramente quando se identificam com as metas e possuem maior autonomia de decisão para atingi-las. Conseqüentemente, ser dispensável resulta em mais liberdade e preparação para assumir outras oportunidades dentro e fora da organização. E se a opção for externa o profissional ainda ganhará o respeito por desligar-se sem gerar grandes impactos, o que será um ativo importante adicionado ao seu histórico profissional.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

QUANTO VOCÊ VALE?

A dinâmica das organizações atuais nos obriga a um aperfeiçoamento constante, algumas vezes pelo treinamento on the job, outras vezes pelo incremento da formação acadêmica (idiomas, especialização, MBA, mestrado,etc).
Para isto é necessário algum investimento da nossa parte, quer seja de tempo sacrificando demandas pessoais ou puramente financeiro. Trata-se de uma questão de sobrevivência no mercado competitivo, mas que também não deixa de gerar em nós profissionais alguma expectativa de retorno que pode ser via ascensão na hierarquia ou simplesmente pelo acréscimo na remuneração.
Pensando exclusivamente na expectativa financeira e não desmerecendo é claro outras formas de reconhecimento, será que quando estimamos o quanto deveríamos ganhar na empresa, somos suficientemente maduros para incluir na conta também o quanto oferecemos de retorno? Ou seja, quantificamos em valores monetários os nossos resultados ou continuamos a ser subjetivos nos supervalorizando pelos títulos que possuímos?
Confesso que não é uma conta fácil, mas recentemente fiz esta reflexão e como todo bom engenheiro parti para uma pura e simples análise de viabilidade econômica. Para fazer isso levantei todos os investimentos feitos pela empresa na minha carreira, os aportes financeiros destinados a minha remuneração (despesas) e comparei com os ganhos que proporcionei, quantificando monetariamente meus resultados.
Para transformar os resultados em ganhos, além daqueles que já são obtidos diretamente (redução de despesa, aumento de produtividade, etc), procurei estimar para cada meta ou prática o que geraria de custo pra empresa se esta não tivesse sido atingida ou implantada.
Colocando todos estes dados ao longo do tempo pude não somente perceber o resultado positivo que proporcionei para empresa (ainda bem!) como também estimar qual meu valor de mercado atual.
Esta análise a meu ver foi muito positiva, pois dá uma noção muito boa do que realmente contribuímos para organização e proporciona inclusive bons argumentos em uma negociação salarial.
Acredito que precisamos pensar sempre no nosso valor para empresa, mesmo que não seja da forma puramente cartesiana descrita acima, mas que de algum jeito nos prepare e amadureça para os desafios que a organização nos apresenta.

DE VOLTA!!

Bom pessoal, aproveitando que estou de férias, volto a escrever no blog após um longo periodo de ausência.O ano de 2010 foi muito ativo e de muitas experiências pessoais e profissionais, espero compartilhar todas aqui com vocês...Abs Thiago Guth

quinta-feira, 18 de março de 2010

Nova Pós da Fanese

Mba Em Gerenciamento De Projeto Elétrico Na Indústria


Objetivo geral: Este curso vem atender a necessidade urgente das indústrias no que diz respeito ao bom gerenciamento de projetos elétricos que vem, cada vez mais, sendo exigido. O Curso supre a lacuna das empresas por falta de profissionais capazes de gerenciar projetos em uma área tão importante para o mundo moderno que é a elétrica.
A decisão de oferecer um curso de MBA em Gerenciamento de Projeto Elétrico na Indústria se deve a demanda local, buscando atender às expectativas de formação profissional. Atualmente, as indústrias necessitam de profissionais cada vez mais capacitados. Essa necessidade faz com que a atualização seja permanente, buscando novos conhecimentos.

Área Trabalho: O profissional, a par da visão especializada para operação, desenvolverá competências profissionais da área para que possa inscrever sua profissão em uma percepção fundamentada da gestão de projetos elétricos, possibilitando uma compreensão dos processos existentes e as suas várias vertentes, com domínio pleno de suas técnicas, podendo atuar nas seguintes áreas: gestão de projetos elétricos, planejamento estratégico, proteção elétrica, automação industrial. Além de poder atua como líder, gerente e executivo que lidam com projetos no segmento de energia elétrica.

Público Alvo: Este curso é destinado a profissionais de nível superior das diversas áreas de conhecimento, com atuação ou interesse na área elétrica, tais como: administradores, arquitetos, designers industriais, engenheiros e profissionais de áreas afins.

Ementas:
TCC Artigo Científico
Certificação MBA em Gerenciamento de Projeto Elétrico na Indústria
Programa do Curso Fundamentos de Automação Industrial
Redes e Sistemas Especialistas
Inspeção de Conformidade nas Instalações Elétricas
Qualidade de Energia
Planejamento Estratégico
Trabalho de Conclusão de Curso
SPDA – Aterramento
Fontes de Energias Renováveis
Fundamentos de Gestão Empresarial
Estruturas e Processos Organizacionais
Ambiente Econômico Global – Novas Visões de Mercado
Distribuição e Dimensionamento de Energia
Medição e Telemetria
Tarifa e Regulamentação do Sistema Elétrico
Proteção Elétrica
Correção do Fator de Potência
Gerenciamento de Projetos com MS Project
Modelos de Maturidade em Gestão de Projetos
Fundamentos de Gerenciamento de Projetos
Gerenciamento de Tempo
Gerenciamento de Custos
Gerenciamento de Riscos
Gerenciamento da Qualidade
Projetos Elétricos Industriais
Relações Interpessoais e comunicação Humana
Ética e Responsabilidade Social
Metodologia
Gerenciamento de Projeto elétrico

Carga Horária Total 390 horas.

Corpo Docente:
Esp. Josevaldo Feitoza
Esp. Thiago Guth
Esp. Sérgio Leite
M.Sc. Sandra Rocha
M.Sc. Flavia Lopes Pacheco
M. Sc. Paulo Rafael
Dr. Saumíneo Nascimento
Esp. Guilherme Filho
M.Sc. Moacir Araújo
M.Sc. José Moraes
M.Sc. Mario Celso
M.Sc. Felora Daliri
M.Sc. Vladimir Mota
M.Sc. Zuleida Leite
Investimento 18 x R$ 275,00
Coordenação do Curso Professor Bento Francisco dos Santos Júnior

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

FRASE

"Eu sou parte de uma equipe. Então, quando venço, não sou eu
apenas quem vence. De certa forma, termino o trabalho de um
grupo enorme de pessoas."
-- Ayrton Senna

domingo, 10 de janeiro de 2010

COMUNICAÇÃO É UM PROBLEMA OU INVESTIMENTO?

Muito se discute sobre a importância de uma boa comunicação entre as equipes de trabalho e de certa forma as empresas cada vez mais a tem estimulado através de seus programas de RH.
Entretanto, percebo que os gestores apesar do discurso não necessariamente entende ou aceitam esta importância. Esta atitude não deixa de ser compreensível tendo vista que recebemos uma enxurrada de atividades e metas de curto prazo que são muito mais tangíveis do que simplesmente "melhorar a comunicação".
Esta falta de comunicação, no entanto, gera retrabalho e reduz diretamente a produtividade das equipes, sendo que o retrabalho se traduz em custo e consequentemente em uma menor lucratividade para a empresa.
Um exemplo muito comum disso, principalmente em empresas com estrutura de gestão hierarquizada, é quando um departamento ou setor altera seu modus operandi sem considerar a interfuncionalidade com os demais, implanta uma mudança e esquece que as outras equipes da empresa continuarão a executar suas atividades da mesma forma.
Já presenciei verdadeiras "confusões" que resultaram em paradas de equipes, atraso no inicio das atividades e reclamações de clientes que poderiam ter sido evitadas por uma simples conversa ou uma reunião de curta duração com todos os envolvidos.
Como gestor procuro aplicar o máximo possível de ferramentas de comunicação como: metas compartilhadas, gestão por processo (visualizar o inicio ao fim da cadeia de atividades), reuniões mensais com toda a equipe, reunião de curta duração entre os envolvidos em melhorias de processo,publicação de mudanças relevantes nos quadros de aviso ou ferramentas web e principalmente no "corpo a corpo" com as equipes.
E observando minha equipe, ainda presencio alguns retrabalhos gerados por uma comunicação mal feita, mas a cada dia percebo os benefícios e melhorias de se insistir no incremento da dela, e apesar do ceticismo de alguns tenho absoluta certeza de que o tempo gasto é na verdade tempo investido. O retorno deste investimento é uma maior eficiência e indiretamente uma maior motivação da equipe, pois com uma comunicação ampla e transparente todos se sentem parte do processo.

O RETORNO

Bom, após recesso volto ao blog para postar noticias e debater mais assuntos do dia à dia corporativo.Aproveito para desejar um 2010 com muito sucesso para todos que acessarem este blog.

FELIZ 2010!!